ACABOU A LIBERDADE DE IMPRENSA

Crivella pediu a demissão de um jornalista de “O Dia” por não ter gostado de uma matéria que escancarava a desorganização de sua Secretaria de Saúde para vacinar a população contra a febre amarela. Foi atendido. Moro conduziu coercitivamente “sob vara” outro jornalista porque não gostou de uma informação vazada. Absurdamente exigiu saber a fonte da informação, o que está protegida pela Constituição. Alegou que o blogueiro, com atividade há doze anos, não era jornalista formado, alegação já derrubada pelo Supremo. E que não fosse. A fonte de uma nota comprovada é protegida por lei.

A maioria dos colegas da chamada “grande imprensa”, nos dois casos, botou o rabo entre as pernas. Amarelou e não quer também perder o emprego. Apenas outro jornalista de “O Dia” se atreveu fazer uma crítica ao juiz, usando uma metáfora como se fosse um juiz de futebol. Aviso ao jornalista atrevido que o juiz Moro pode não entender metáfora, como também não entendeu a afirmação do blogueiro que disse no twiter para seus leitores: “a forma como o juiz Sérgio Moro está conduzindo a Lava Jato vai acabar com o seu emprego e a sua vida”. O juiz o está processando por ameaça de morte a ele, juiz. Acreditam?

Acerca da recente aprovação da terceirização, todos os jornais e telejornais tratam da questão como sendo uma notícia positiva, ouvindo apenas as opiniões favoráveis dos empresários ou economistas tendenciosos que enganam os trabalhadores de que aumentará o nível de emprego e será bom para os desempregados. Nenhuma palavra sobre a destruição de direitos trabalhistas, que nos custaram tantas lutas para conquista-los. Bastou uns paneleiros com camisa da seleção para destruí-los, mesmo tendo a volta do cipó de aroeira no lombo como castigo. Os jornalistas da grande mídia nem se atreveram defender aos seus colegas, quanto mais aos outros trabalhadores. Num telejornal teve até uma reportagem favorável ao juiz Moro, na sua briga com o blogueiro. E inúmeras reportagens mostrando que a destruição dos direitos dos trabalhadores vai ser boa coisa para eles.

O que se lamenta aqui é a morte da liberdade de imprensa. Quem não rezar as notícias, como está escrito na cartilha neoliberal não será editado. O atrevimento pode custar o emprego do jornalista. Com o caso do blogueiro atacado a pulga se postou atrás da orelha dos livres blogs da internet. Eles podem ser atacados como sinalizou o juiz da República de Curitiba, que com o seu braço punidor auxilia o neoliberalismo ficar imune às críticas.

E com o fim da liberdade de imprensa, não há como a livre informação circular. Característica da interrupção do estado de direito.

Só nos resta gritar por aqui, até ficarmos roucos. Ou um mecanismo qualquer nos calar, caso sejamos ouvidos além da comunidade restrita a que pertencemos. Porque não substituímos a falta de informação. Apenas ainda temos o direito de espernear entre nós.

 

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